Header Ads Widget

Ticker

6/recent/ticker-posts

O Homem que Virou Suco

O Homem que Virou Suco (Brasil, 1981) – Nota 6
Direção – João Batista de Andrade
Elenco – José Dumont, Célia Maracajá, Ruthinéa de Moraes, Denoy de Oliveira, Dominguinhos, Ruth Escobar, Renato Master, Luiz Alberto Pereira.

Este drama com título estranho é um dos poucos bons filmes brasileiros feitos nos nos oitenta, sem ser especial, ele ao menos tenta retratar a dura vida dos nordestinos que deixam suas cidades e vão tentar a sorte nas grandes metrópoles.

Aqui o personagem principal é Deraldo (José Dumont) que chegando em São Paulo sobrevive vendendo suas poesias de cordel em folhetos nas ruas, porém sua vida vira de ponta cabeça quando um operário, que é seu sósia, assassina o patrão. Daí em diante Deraldo terá de fugir deixando muita coisa para trás e ainda irá sofrer na pele todo o preconceito por suas raízes pobres.

O filme mostra como a cidade grande pode esmagar o sonho de pessoas humildes que chegam com a esperança de ganhar a vida, mas acabam ficando a margem da sociedade, sendo relegados a sub-empregos e a uma vida sem perspectivas.

O longa foi o grande vencedor do Festival Gramado naquele ano e tem com um dos pontos fortes a ótima interpretação de José Dumont, que com seu corpo franzino e sotaque carregado, dá vida com realismo a um sujeito que luta para alcançar seus sonhos apesar das enormes dificuldades.

Como curiosidade, pouco tempo depois do lançamento do filme e em plena época de recessão e desemprego no país, um sujeito (provavelmente um engenheiro desempregado) criou uma casa de sucos chamada “O Engenheiro que Virou Suco”, casa esta que funcionou por muitos anos na Avenida Paulista em São Paulo.

Yorum Gönder

0 Yorumlar